O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, reuniu-se nesta terça-feira com representantes do governo federal e da comissão especial da PEC que propõe o fim da escala 6x1. A conversa ocorreu em Brasília, mas o debate sobre a regra de transição para as novas regras trabalhistas ainda não chegou a uma definição.
Participaram do encontro o relator da proposta, Léo Prates, o presidente da comissão, Alencar Santana, o autor da PEC, Reginaldo Lopes, além de líderes e ministros ligados ao tema. Apesar de avanços sinalizados por ambos os lados, o principal entrave permanece na escolha do prazo de transição. A apresentação do relatório, inicialmente prevista para esta quarta-feira, foi adiada para a próxima segunda, a fim de buscar maior consenso.
Segundo membros da comissão, o debate tende a restringir o período de transição a entre dois e cinco anos, afastando propostas mais longas, de até dez anos. Alencar Santana destacou a importância de construir um entendimento mais amplo, ressaltando que a definição do prazo é o aspecto que ainda precisa ser amadurecido.
Enquanto o governo afirma que o processo deve ser imediato, setores empresariais e parte da oposição defendem prazos mais extensos para se adaptarem às novas regras. A proposta atualmente garante alterações nas condições de trabalho, mas prevê que detalhes específicos fiquem para legislação infraconstitucional.
Motta reafirmou que a intenção é votar a PEC na próxima semana, logo após a análise na comissão especial. Segundo Léo Prates, assim que o colegiado concluir a votação, o conteúdo será levado ao plenário.
Fonte: O Globo