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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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Petrobras e Naturgy firmam acordo para redução do preço do gás no Rio de Janeiro

Petrobras e Naturgy assinam acordo para reduzir preços do gás natural no Rio, beneficiando consumidores a partir de junho.

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Petrobras e Naturgy firmam acordo para redução do preço do gás no Rio de Janeiro

A Petrobras anunciou um aditivo contratual com a Naturgy que permitirá a redução do preço do gás natural no Estado do Rio de Janeiro, a partir de 1º de junho. O acordo, mediado pela Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar (Seenemar) e aprovado pela Agenersa, altera as condições comerciais do contrato de compra e venda de gás, visando aumentar a competitividade do setor.

Na Região Metropolitana do Rio, os consumidores residenciais e comerciais terão uma redução média de 2,3%. Os postos de GNV terão uma diminuição de 6,3%, enquanto o setor industrial verá uma redução de 5,9%. No interior do estado, os cortes serão de aproximadamente 2,9% para residências, 3,4% para comércio, 6,4% para postos de GNV e 6,1% para indústrias.

O aditivo, homologado pela Agenersa no dia 14, busca estimular a retomada do consumo de GNV no Rio, que hoje é o maior mercado do país, com cerca de 1,7 milhão de veículos convertidos e mais de 700 postos instalados. A Naturgy atua em 43 cidades do estado.

Após um reajuste de 19,2% anunciado pela Petrobras em maio, o governo estadual reforça que esse acordo é uma estratégia para aliviar o impacto dos aumentos e fortalecer a competitividade do gás natural. Apesar do aumento no preço do gás canalizado, o valor do GLP não foi alterado, pois possui regras de reajuste distintas.

Segundo a Seenemar, o consumo de GNV no Rio caiu cerca de 30% nos últimos anos devido ao aumento de custos e à concorrência de outros combustíveis. Rafael Miranda, diretor de Regulação da Naturgy, declarou que o entendimento busca tornar as tarifas mais acessíveis em cenários considerados adversos internacionalmente.

O governo federal também tem adotado medidas para reduzir custos em setores de combustíveis e aviação, incluindo parcelamentos de pagamentos de querosene de aviação e subsídios ao diesel, em resposta às altas internacionais do petróleo.

Fonte: O Globo

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