O dólar encerrou a sexta-feira (15) acima de R$ 5, atingindo o maior valor em um mês. A bolsa brasileira, por outro lado, registrou queda em um dia marcado por incertezas globais e ruídos políticos internos. O cenário de aversão ao risco foi impulsionado pela guerra no Oriente Médio, pela pressão inflacionária internacional e pelo agravamento das tensões políticas no Brasil. A moeda americana fechou o dia cotada a R$ 5,067, com alta de 1,63%. O Ibovespa, principal índice da bolsa, caiu 0,61%, terminando o pregão aos 177.284 pontos.
A valorização do dólar ocorreu em meio a preocupações com a possibilidade de aumento de juros nos Estados Unidos, devido à persistente inflação global, influenciada pela alta do petróleo e pelas tensões geopolíticas. No Japão, a aceleração da inflação ao produtor levou a um salto nos juros dos títulos públicos, revertendo o fluxo de capital de mercados emergentes. Internamente, desdobramentos políticos envolvendo figuras públicas adicionaram incerteza, aumentando a busca por proteção na moeda americana.
A bolsa brasileira acompanhou o desempenho negativo das bolsas internacionais, pressionada pelo cenário externo e pelas preocupações fiscais e políticas domésticas. A queda foi parcialmente amenizada pelas ações da Petrobras. O preço do petróleo, por sua vez, subiu mais de 3% devido ao aumento das tensões no Oriente Médio, com o barril Brent fechando a US$ 109,26.