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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Dólar avança e Bolsa cai com tensões globais e políticas

Dólar sobe para R$ 5,06 e bolsa cai com tensões globais e ruído político no Brasil. Guerra no Oriente Médio e possível alta de juros nos EUA pressionam mercados.

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Dólar avança e Bolsa cai com tensões globais e políticas

O dólar fechou a sexta-feira (15) acima de R$ 5, atingindo o maior valor em um mês, enquanto a bolsa brasileira registrou queda em meio a um dia de turbulências externas e internas. A aversão global ao risco foi impulsionada pela guerra no Oriente Médio, pressões inflacionárias internacionais que aumentaram a possibilidade de alta de juros no Japão, e pelo agravamento das tensões políticas no Brasil.

A moeda americana encerrou o dia cotada a R$ 5,067, com alta de 1,63%. Durante o pregão, a cotação chegou a R$ 5,08, antes de desacelerar no fim da tarde. No acumulado semanal, o dólar comercial subiu 3,48%, mas acumula queda de 7,70% no ano. O valor atual é o mais alto desde 8 de abril, quando o dólar fechou a R$ 5,10.

O índice Ibovespa, da B3, caiu 0,61%, terminando o dia aos 177.284 pontos. O mercado de ações operou sob pressão durante todo o pregão, refletindo o ambiente externo mais defensivo e o aumento das preocupações fiscais e políticas domésticas. O índice chegou a cair mais de 1% pela manhã, mas reduziu parte das perdas ao longo do dia, com suporte das ações da Petrobras.

A valorização do dólar foi influenciada pela perspectiva de que o Federal Reserve (Fed) possa elevar os juros nos Estados Unidos, diante da persistência da inflação global, pressionada pela alta do petróleo e tensões geopolíticas. Os juros dos títulos públicos do Japão dispararam, atingindo o maior nível desde 1999, após a inflação ao produtor no Japão acelerar para 4,9% em abril. A perspectiva de alta de juros pelo Banco do Japão levou investidores a reverterem operações de carry trade, fortalecendo o dólar e retirando capital de economias emergentes.

No Brasil, desdobramentos políticos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro aumentaram a incerteza, levando investidores a buscarem proteção na moeda americana.

O desempenho negativo da bolsa acompanhou a queda das bolsas internacionais. Em Nova York, o S&P 500 caiu 1,23%. Além do cenário externo, os impactos políticos das revelações envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro aumentaram a cautela em relação aos ativos brasileiros.

Os preços do petróleo subiram mais de 3%, com o barril do Brent fechando a US$ 109,26 e o WTI a US$ 105,42. O aumento ocorreu devido às tensões no Oriente Médio e à falta de avanços nas negociações sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que sua paciência com o Irã estaria se esgotando, e a resposta do chanceler iraniano aumentaram a preocupação com a inflação global e a volatilidade nos mercados financeiros.

Fonte: Agência Brasil

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