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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Lula diz que relação de Flávio Bolsonaro com banqueiro preso é "caso de polícia"

Presidente Lula afirma que relação entre senador Flávio Bolsonaro e banqueiro preso por fraudes é "caso de polícia", em meio a revelações sobre financiamento de filme sobre Jair Bolsonaro.

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Lula diz que relação de Flávio Bolsonaro com banqueiro preso é "caso de polícia"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou nesta quinta-feira (14) os laços entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes financeiras, como um "caso de polícia". A declaração ocorreu durante visita do presidente à fábrica de fertilizantes nitrogenados (Fafen), em Camaçari (BA).

"Eu não vou comentar, é um caso de polícia, não meu. Eu não sou policial, não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia", disse Lula.

A manifestação de Lula refere-se a uma reportagem do portal The Intercept Brasil, que revelou que Flávio Bolsonaro teria articulado repasses de R$ 134 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro. O dinheiro seria destinado ao financiamento de um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Daniel Vorcaro está preso sob suspeita de liderar uma organização criminosa envolvida em fraudes financeiras. O Banco Master, instituição ligada a Vorcaro, teve sua liquidação decretada pelo Banco Central no final do ano passado.

A reportagem do Intercept divulgou um áudio em que Flávio Bolsonaro menciona a necessidade de envio de recursos para "parcelas para trás" e a importância do filme. Mensagens de WhatsApp, documentos e comprovantes bancários indicam que parte do pagamento teria ocorrido entre fevereiro e maio de 2025.

As últimas conversas entre Flávio e Vorcaro datam do início de novembro do ano passado, período de instabilidade para o Banco Master. Pouco depois, o Banco Central decretou a liquidação do banco e a Polícia Federal prendeu o banqueiro.

O filme, segundo a reportagem, seria produzido no exterior com apoio financeiro internacional de uma empresa controlada por Vorcaro a um fundo nos Estados Unidos gerido por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.

Deputados da base governista apresentaram denúncias à PF e à Receita Federal para investigar possíveis ilegalidades nas transações e se os recursos poderiam configurar propina.

Em resposta, Flávio Bolsonaro admitiu ter pedido o recurso e mantido relação com Vorcaro, mas classificou a questão como privada. "É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet", declarou o senador.

Flávio Bolsonaro afirmou ter conhecido Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, após o fim do governo Bolsonaro e sem suspeitas públicas sobre o banqueiro. Ele alegou que o contato foi retomado devido a atrasos no pagamento do patrocínio.

O senador negou ter combinado vantagens indevidas ou intermediado negócios com o governo. "Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do Master já", completou.

Um vídeo divulgado por Flávio Bolsonaro reforçou os argumentos, afirmando que Vorcaro deixou de honrar as parcelas prometidas em contrato.

Fonte: Agência Brasil

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