São Paulo – O lucro líquido recorrente da Caixa Econômica Federal somou R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 34,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (14) e impactado pelo aumento expressivo nas provisões para perdas com crédito. As novas regras do Banco Central (BC) para a cobertura de risco de inadimplência fizeram com que as provisões mais do que dobrassem.
A mudança regulatória, que agora considera perdas esperadas nas operações de crédito, elevou as reservas financeiras da Caixa para possíveis calotes, pressionando o resultado trimestral. Segundo o banco, essa alteração não reflete uma deterioração na qualidade da carteira.
Apesar da queda no lucro, a Caixa anunciou crescimento de 11,3% na carteira total de crédito, alcançando R$ 1,41 trilhão. O segmento de financiamento imobiliário, onde o banco detém liderança, foi o principal motor desse avanço, com expansão de 13,9% e saldo de R$ 966,2 bilhões. As contratações de crédito habitacional no trimestre totalizaram R$ 64,2 bilhões.
A inadimplência, medida pelo índice de Crédito Vencido e Não Pago (VNP), ficou em 3,71%, um aumento de 1,22 ponto percentual em relação ao ano anterior. As provisões para perdas totalizaram R$ 6,5 bilhões, um acréscimo de 225% na comparação anual.
A margem financeira do banco cresceu 11,8% em 12 meses, chegando a R$ 18,3 bilhões, enquanto a receita com serviços aumentou 12,5%, totalizando R$ 7,4 bilhões. As despesas operacionais tiveram alta de 6%, somando R$ 11,5 bilhões.
As captações totais atingiram R$ 2 trilhões, com aumento de 13,7% em 12 meses. O patrimônio líquido cresceu 8,5%, chegando a R$ 153,2 bilhões, e os ativos totais avançaram 12,9%, totalizando R$ 2,4 trilhões.
Fonte: Agência Brasil