Um estudo internacional alerta que cerca de 25% dos jogos da Copa do Mundo FIFA 2026 podem ocorrer sob condições de calor extremo, apresentando riscos significativos para a saúde de jogadores e torcedores. A análise, realizada pelo consórcio World Weather Attribution (WWA), indica que o risco de temperaturas e umidade elevadas dobrou desde a Copa de 1994, impulsionado pelas mudanças climáticas causadas pela ação humana.
Jogos importantes, como Brasil x Escócia em 24 de junho e a final em 19 de julho, estão entre os que podem enfrentar condições preocupantes. O índice de Temperatura de Globo de Bulbo Úmido (WBGT) de 26°C ou superior, considerado perigoso para esforço físico intenso, é esperado em um quarto das partidas. Em alguns casos, o WBGT pode atingir 28°C ou mais, nível considerado inseguro pela FIFPRO (sindicato mundial dos jogadores de futebol).
Cientistas ressaltam a necessidade de medidas de proteção adicionais, como pausas mais frequentes e hidratação reforçada. Apesar de alguns estádios possuírem refrigeração, mais de um terço dos jogos de alto risco estão programados em locais sem ar-condicionado. O estudo também aponta que a previsão de um El Niño pode agravar ainda mais as temperaturas.
O calor extremo eleva o risco de hipertermia e choque térmico, condições potencialmente fatais, especialmente para idosos e pessoas com condições médicas preexistentes. Especialistas enfatizam que a combinação de alta temperatura, umidade, radiação solar e ausência de vento potencializa os perigos. A FIFPRO e os cientistas envolvidos no estudo reforçam a urgência de estratégias de mitigação para garantir a segurança de todos os envolvidos no torneio.