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O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, foi um marco de respeito mútuo, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A reunião, que durou três horas, abordou temas cruciais como a relação comercial, o combate ao crime organizado internacional e a exploração de minerais estratégicos. Durante a conversa, Trump demonstrou surpresa com relatos da infância de Lula e seu percurso de vida, inclusive o período em que esteve preso. Haddad relatou que Trump reagiu com espanto à recusa de Lula em aceitar alternativas jurídicas que pudessem comprovar sua inocência, como a prisão domiciliar. O ministro destacou que ambos os líderes se emocionaram ao discutir o tempo em que Lula esteve detido. "A conversa foi muito franca e eu fiquei muito impressionado com o nível de deferência do presidente Trump ao presidente Lula", afirmou Haddad em entrevista ao programa Na Mesa com Datena, da TV Brasil. Ele acrescentou que a admiração de Trump por Lula parece ter aumentado após o encontro. A pauta econômica incluiu a contestação brasileira à narrativa de déficit comercial com os EUA, com o Brasil argumentando que a compra de serviços, tecnologia e produtos americanos beneficiava a economia norte-americana. No combate ao crime organizado, Lula propôs ampliar a cooperação para rastrear recursos financeiros de facções criminosas e discutir o fluxo de armas e drogas sintéticas entre os países. Ficou acordada uma integração entre a Receita Federal brasileira e a aduana americana para compartilhamento de inteligência e rastreamento financeiro. A exploração de minerais estratégicos, como nióbio e terras raras, também foi discutida. Lula ressaltou a importância da soberania brasileira e do incentivo à industrialização local, alinhando-se ao discurso de "Brasil em primeiro lugar". A guerra no Oriente Médio e os riscos econômicos globais também foram temas abordados, com Lula expressando preocupação com os impactos sobre o Brasil. Apesar das discussões estratégicas, o ambiente foi de cordialidade, o que, segundo o governo brasileiro, abriu espaço para futuras negociações. Fonte: Agência Brasil