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sábado, 17 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Petrobras mira 35% da demanda de fertilizantes em 2028

Petrobras volta a produzir fertilizantes e mira 35% da demanda nacional até 2028 com reativação de Fafens e nova unidade no MS. Objetivo é reduzir dependência de importações.

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Petrobras mira 35% da demanda de fertilizantes em 2028

A Petrobras planeja suprir 35% da demanda nacional de fertilizantes nitrogenados até 2028. A meta é impulsionada pela reativação das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (Fafens) na Bahia e Sergipe, além das unidades no Paraná e Mato Grosso do Sul. A informação foi divulgada pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira.

A retomada da produção de fertilizantes integra a estratégia do governo Lula para reduzir a dependência brasileira de importações, que atualmente representam 85% do consumo.

As unidades da Bahia e Sergipe voltaram a operar em janeiro, produzindo amônia, ureia e o Agente Redutor Líquido Automotivo (Arla 32). Investimentos iniciais de R$ 38 milhões em cada planta foram direcionados para a utilização de gás natural como matéria-prima.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitará a unidade da Bahia nesta quinta-feira, acompanhado de Chambriard.

A amônia é a base para a produção de ureia, insumo essencial para fertilizantes nitrogenados usados na agricultura. A ureia também encontra aplicações nas indústrias têxtil, de tintas e de papel e celulose.

Com a soma das Fafens da Bahia e Sergipe e da unidade de Araucária (PR), que já foi reativada, a produção responderá por 20% da demanda nacional de ureia. A conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN III), no Mato Grosso do Sul, prevista para 2028, é crucial para atingir a meta de 35%.

"Com as quatro unidades em 2028, seremos capazes de produzir cerca de 35% de todo o fertilizante nitrogenado que o Brasil demanda", afirmou Chambriard. Ela destacou a importância da produção de fertilizantes e o aumento do uso de gás natural, mencionando a reativação da unidade da Bahia, que estava inativa desde 2019.

Chambriard também anunciou investimentos de US$ 5 bilhões nos próximos cinco anos na exploração e produção de petróleo e gás na Bahia, com foco na região do Recôncavo, visando dobrar a produção estadual. Adicionalmente, R$ 115 milhões serão destinados à produção de biodiesel na usina de Candeias.

A Petrobras também avalia a recompra da Refinaria de Mataripe, na Bahia, anteriormente vendida para o fundo soberano Mubadala.

A Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Camaçari) produzirá 1.300 toneladas diárias de ureia (5% do mercado), enquanto a unidade de Sergipe (Laranjeiras) fabricará 1.800 toneladas/dia (7% do mercado). A unidade do Paraná responderá por 8% e a UFN III por 15% da demanda.

As unidades da Bahia e Sergipe foram arrendadas à Unigel em 2019 por um período de dez anos. As operações foram paralisadas em 2023 pela Unigel, que alegou inviabilidade econômica devido ao preço do gás. Um acordo de "tolling", pelo qual a Petrobras forneceria gás e compraria a produção, foi negociado, mas entrou na mira do Tribunal de Contas da União (TCU) por um risco de prejuízo de R$ 487 milhões. O contrato não vigorou, e a Petrobras retomou a posse das fábricas em junho de 2024.

Fonte: O Globo

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