O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) informou ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, que não pretende concorrer ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A decisão foi comunicada nesta terça-feira (12), em Brasília, após reuniões consideradas cruciais para o futuro político do estado. Pacheco alegou motivos pessoais e desconforto com a polarização política e a exposição nas redes sociais como razões para sua resistência à candidatura.
Apesar da sinalização negativa, o senador afirmou a Edinho que deseja conversar diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes de formalizar sua decisão. O encontro entre Pacheco e Lula deve ocorrer ainda nesta semana, a pedido do PT, que busca uma última tentativa de convencimento. Internamente, o partido já avalia a dificuldade em manter Pacheco como a aposta para Minas Gerais.
Durante a reunião, Pacheco também sugeriu nomes como alternativas para a disputa, incluindo o empresário Josué Alencar (PSB) e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares. A indefinição sobre o futuro de Pacheco também impacta articulações regionais e de partidos aliados, enquanto a direita acelera sua reorganização em Minas.
A movimentação em torno da possível ida de Pacheco para o Tribunal de Contas da União (TCU), incentivada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também aumentou a apreensão no PT. Aliados de Lula veem essa articulação como uma pressão adicional para afastar Pacheco da disputa estadual.