A Justiça Eleitoral do Amazonas negou, para o segundo turno da eleição, a gratuidade de transporte fluvial, alimentação e água solicitada para indígenas de 43 aldeias da Terra Indígena Vale do Javari.
A decisão é da juíza Dálethe Borges Messias. Ela reconheceu a relevância do pedido, mas afirmou que a solicitação foi apresentada fora do prazo legal para organizar a operação e que a Justiça Eleitoral não dispõe dos recursos necessários para custeá-la.
O pedido foi apresentado pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja). A entidade afirmou que, em eleições anteriores, houve articulação com a Justiça Eleitoral para garantir a logística de transporte, o que, segundo a organização, não ocorreu neste ano.
A Univaja também relacionou a falta dessa operação à alta abstenção de indígenas no primeiro turno e manifestou preocupação com a negativa. A entidade defendeu que o poder público assegure o direito de voto dos povos originários.
Com 8,5 milhões de hectares, a Terra Indígena Vale do Javari foi homologada em 2001 e abriga mais de 6 mil indígenas no Amazonas, em uma região de tríplice fronteira. O território é alvo de redes de narcotráfico, extração ilegal de madeira e garimpo ilegal.
Fonte: O Globo