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sábado, 17 de outubro de 2026

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JUDICIÁRIO

Magistrados e procuradores aposentados contestam decisão do STF sobre adicionais

Magistrados e procuradores aposentados contestam decisão do STF que limitou o pagamento de adicionais. Pedem prioridade para idosos e doentes, e manutenção de benefícios antigos.

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Magistrados e procuradores aposentados contestam decisão do STF sobre adicionais

Magistrados e procuradores aposentados recorreram nesta quarta-feira (13) contra uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que restringiu o pagamento de adicionais a juízes e membros do Ministério Público. O recurso busca esclarecer "omissões" na decisão e garantir o pagamento da Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira a pensionistas.

O pedido também solicita que o STF priorize o pagamento de valores retroativos a magistrados e procuradores com mais de 80 anos, portadores de doenças graves ou idosos. Atualmente, o pagamento desses valores está bloqueado, aguardando regulamentação pelos Conselhos Nacionais de Justiça e do Ministério Público, além de auditorias e validação das regras pelo STF.

As entidades representativas ainda pleiteiam que magistrados que recebiam o adicional por tempo de serviço (ATS) continuem a receber o benefício, mesmo com a implementação da nova parcela de valorização. A intenção é que aqueles que ingressaram no serviço público em 2006, quando o teto do funcionalismo foi instituído, mantenham o recebimento do adicional incorporado ao subsídio mensal.

A Associação Nacional de Magistrados Aposentados do Poder Judiciário e de Procuradores Aposentados, autora do recurso, reconhece que o STF pode não analisar os pedidos, dado o entendimento restritivo da Corte sobre recursos apresentados por "amigos da Corte". No entanto, a associação argumenta que a discussão sobre os adicionais possui "peculiaridades absolutamente excepcionais".

A decisão sobre os adicionais foi julgada no mês passado, com a publicação do acórdão na última sexta-feira, abrindo prazo para recursos. Magistrados já haviam sinalizado a intenção de questionar a decisão, chegando a solicitar o adiamento da implementação das novas regras por 60 dias.

Fonte: O Globo

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