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sábado, 17 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Governo zera taxa das blusinhas e associação diz que pobres serão os mais beneficiados

André Porto, da Amobitec, argumenta que a isenção de impostos para compras internacionais de até US$ 50 beneficia a população mais pobre e refuta críticas sobre impacto no emprego e renda. Ele defende o programa Remessa Conforme e pede foco em políticas que aumentem a competitividade da indústria nacional.

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Governo zera taxa das blusinhas e associação diz que pobres serão os mais beneficiados

A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) defende que o fim da "taxa das blusinhas", imposto de importação de US$ 50, beneficiará principalmente as classes C, D e E. André Porto, diretor-executivo da Amobitec, entidade que representa plataformas de comércio eletrônico, refutou a alegação de que a medida prejudicará empregos e renda no Brasil.

Porto afirmou que as compras internacionais de até US$ 50 por pessoas físicas representam apenas 1,58% do PIB do varejo, um valor considerado insignificante. Ele destacou que o volume importado por pessoas jurídicas é 11 vezes maior.

"Era uma política que realmente, do ponto de vista de justiça tributária, de conceito de regressividade tributária, não fazia o menor sentido", disse Porto, argumentando que a taxa penalizava a população de baixa renda, que não tem acesso a benefícios como a isenção para viagens internacionais.

Segundo o executivo, a medida não protegeu a indústria ou o varejo nacional, nem gerou empregos. Ele criticou o fato de vendedores locais terem elevado preços em vez de buscar eficiência.

Porto elogiou o programa Remessa Conforme, citando a fiscalização rigorosa, e defendeu que o debate público se concentre em medidas que elevem a competitividade da indústria nacional, em vez de taxar um canal de importação pequeno e já fiscalizado.

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