A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) defende que o fim da "taxa das blusinhas", imposto de importação de US$ 50, beneficiará principalmente as classes C, D e E. André Porto, diretor-executivo da Amobitec, entidade que representa plataformas de comércio eletrônico, refutou a alegação de que a medida prejudicará empregos e renda no Brasil.
Porto afirmou que as compras internacionais de até US$ 50 por pessoas físicas representam apenas 1,58% do PIB do varejo, um valor considerado insignificante. Ele destacou que o volume importado por pessoas jurídicas é 11 vezes maior.
"Era uma política que realmente, do ponto de vista de justiça tributária, de conceito de regressividade tributária, não fazia o menor sentido", disse Porto, argumentando que a taxa penalizava a população de baixa renda, que não tem acesso a benefícios como a isenção para viagens internacionais.
Segundo o executivo, a medida não protegeu a indústria ou o varejo nacional, nem gerou empregos. Ele criticou o fato de vendedores locais terem elevado preços em vez de buscar eficiência.
Porto elogiou o programa Remessa Conforme, citando a fiscalização rigorosa, e defendeu que o debate público se concentre em medidas que elevem a competitividade da indústria nacional, em vez de taxar um canal de importação pequeno e já fiscalizado.