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sábado, 17 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Governo e bancos debatem remuneração no split payment da Reforma Tributária

Grupo de trabalho com CGU e bancos discute valores e modelos para o 'split payment', mecanismo que desconta impostos em transações. Governo busca segurança jurídica e custos adequados.

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Governo e bancos debatem remuneração no split payment da Reforma Tributária

O Ministério da Fazenda estabeleceu um grupo de trabalho com a Controladoria-Geral da União (CGU) e representantes do sistema financeiro para discutir a remuneração dos bancos pelo serviço de 'split payment' da Reforma Tributária. O mecanismo prevê o desconto de impostos como o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) no ato da transação.

A inclusão da CGU sinaliza a preocupação do governo em garantir a segurança jurídica das negociações, que se intensificaram com a aproximação do calendário da reforma. O grupo analisará a remuneração tanto do 'split payment' quanto da 'rede arrecadadora de tributos federais', sistema já questionado pela CGU anteriormente.

Um estudo inicial do setor financeiro sugeriu um custo de R$ 1,50 por transação para cobrir investimentos na implantação do sistema, estimados entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões. O governo, contudo, considerou o valor elevado e defende a necessidade de aprofundar os estudos para definir parâmetros mais adequados.

Como alternativas, o governo estuda a participação do Serpro, empresa de processamento de dados governamental, na construção do sistema. Uma proposta de leilão, rejeitada pelo setor financeiro, também foi considerada.

A Secretaria Executiva do grupo será exercida pela Receita Federal, com reuniões semanais e decisões tomadas por unanimidade. O objetivo é alcançar um entendimento que minimize questionamentos futuros.

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