Ir para o conteúdo

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

POLÍTICA

Carlos Bolsonaro rebate Zema por críticas a Flávio sobre financiamento de filme

Carlos e Eduardo Bolsonaro defendem o irmão após críticas de Romeu Zema sobre financiamento de filme. Zema acusa Flávio Bolsonaro de pedir dinheiro a Daniel Vorcaro.

Compartilhe
WhatsApp
Carlos Bolsonaro rebate Zema por críticas a Flávio sobre financiamento de filme

O pré-candidato ao Senado, Carlos Bolsonaro (PL-SC), reagiu veementemente às críticas do pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), ao seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Zema acusou Flávio de pedir dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para finalizar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, comparando a prática à de políticos do PT. Carlos Bolsonaro classificou a declaração de Zema como "passando de todos os limites" e "imperdoável", utilizando termos duros em suas redes sociais.

Em resposta à crítica de Zema, divulgada nas redes sociais, Carlos Bolsonaro ironizou o ex-governador de Minas Gerais, referindo-se a um vídeo em que Zema aparecia comendo uma banana. "O engolidor de casca de banana está passando de todos os limites", escreveu Carlos, questionando a postura de Zema e pedindo que parlamentares defendessem a "verdade".

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio e Carlos, também criticou Zema, classificando suas declarações como "baixas" e "viles". Eduardo acusou Zema de se aproveitar de uma "união da direita" para fazer acusações sem fundamento, sem ouvir o outro lado.

A polêmica se iniciou após a divulgação pelo site Intercept e confirmação pelo GLOBO de mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Zema, em um vídeo divulgado nas redes sociais, criticou duramente o contato de Flávio com o banqueiro, que é foragido da Justiça brasileira. "Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil", afirmou Zema.

Em nota, Flávio Bolsonaro admitiu a troca de mensagens, mas defendeu que se tratava de uma relação privada para captação de patrocínio para um filme sobre seu pai, negando o uso de dinheiro público ou leis de incentivo fiscal. Ele afirmou ter conhecido Vorcaro após o fim do governo de seu pai e que não ofereceu vantagens ou intermediou negócios com o governo em troca do patrocínio.

Leia também