Ir para o conteúdo

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

POLÍTICA

PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação a juízes do STF

PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo no STF. Acusação aponta articulação de sanções internacionais para pressionar julgamento de Jair Bolsonaro.

Compartilhe
WhatsApp
PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação a juízes do STF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação no curso do processo. A acusação sustenta que ele tentou constranger ministros da Corte e interferir no julgamento de ações sobre a trama golpista após as eleições de 2022.

Eduardo Bolsonaro é acusado de articular sanções contra autoridades brasileiras, como tarifas de exportação, suspensão de vistos e a Lei Magnitsky, visando pressionar o STF antes do julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe. O ex-deputado foi citado por edital em fevereiro pelo ministro Alexandre de Moraes, por estar fora do país, mas não apresentou defesa.

Em alegações finais, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o parlamentar usou pressão internacional, com ameaças a autoridades estrangeiras, para beneficiar seu pai e aliados investigados. Gonet destacou que as palavras de Bolsonaro visavam desestabilizar o julgamento e que seu poder de influência ultrapassou limites de crítica política.

A PGR considera que as ações configuram crime de coação continuada para perturbar o andamento de processos no Supremo. Registros audiovisuais e reportagens da imprensa documentam as articulações de Bolsonaro no exterior para constranger o Judiciário brasileiro.

O órgão ministerial apontou que Eduardo Bolsonaro atuou nos EUA para articular sanções contra autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF. A acusação ressalta que parte das medidas defendidas por ele foi efetivamente adotada, com repercussões na economia nacional e prejuízos a setores produtivos e trabalhadores.

A PGR rejeita os argumentos de liberdade de expressão e imunidade parlamentar, afirmando que esses direitos não protegem ameaças ou tentativas de interferência na Justiça. O Ministério Público entende que as ações de Bolsonaro não tiveram relação com o exercício do mandato e foram praticadas com finalidade privada no exterior.

Com as alegações finais da PGR, o processo segue para a defesa de Eduardo Bolsonaro. Após a manifestação, caberá ao ministro Alexandre de Moraes elaborar o voto para a Primeira Turma do STF.

Fonte: G1

Leia também