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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Flávio Dino aguarda TSE para destravar ação sobre eleições do Rio no STF

Ministro Flávio Dino adia análise de ação sobre eleições no Rio no STF até conclusão de julgamento no TSE. Caso envolve disputa entre eleições diretas e indiretas para o governo fluminense.

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Flávio Dino aguarda TSE para destravar ação sobre eleições do Rio no STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, sinalizou nesta terça-feira (12 de maio de 2026) que só liberará para julgamento a ação sobre o modelo de eleição para o governo do Rio de Janeiro após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluir definitivamente o caso. Dino afirmou a interlocutores que aguarda o julgamento de embargos de declaração no TSE. Ele entende que a análise da Corte eleitoral é essencial para que o processo avance no STF, evitando decisões conflitantes entre os tribunais.

O caso em questão define a forma de escolha do novo governador do Rio após a vacância do cargo, gerando uma disputa jurídica entre eleições diretas e indiretas. A ação chegou ao STF após uma decisão liminar do ministro Cristiano Zanin suspender a realização de eleições indiretas. A posição de Dino reforça a visão no STF de que o desfecho no TSE é crucial, pois a natureza da vacância — se eleitoral ou administrativa — depende das conclusões da Justiça Eleitoral.

Os embargos foram apresentados pela defesa de Castro e pelo Ministério Público Eleitoral. O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, argumenta que houve omissão e contradição no acórdão ao não declarar expressamente a cassação do diploma do ex-governador, mesmo reconhecendo o abuso de poder. Para o MP, a renúncia de Castro não impediria a cassação do diploma, apenas o mandato, e deixar de aplicar a sanção poderia incentivar estratégias para evitar punições eleitorais.

A relatoria dos embargos no TSE ficará com o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que herdou o caso. A composição do TSE pode mudar antes do julgamento, com a saída da presidente Cármen Lúcia em 3 de junho e a possível entrada do ministro Dias Toffoli. O julgamento ainda não tem data marcada.

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