Cinco dias após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) em investigação sobre o Banco Master, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) apresentou nesta terça-feira (12/05/2026) um projeto de lei que propõe ampliar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão em caso de falência de instituições financeiras. A proposta, apelidada de ‘emenda Master’ nos bastidores, já havia sido citada pela PF em apurações sobre supostas vantagens indevidas ao senador. Mensagens apreendidas pela polícia indicariam que uma versão anterior do texto teria sido elaborada pelo Banco Master e enviada a Nogueira. A defesa do senador nega irregularidades. O novo projeto também prevê a revisão do teto de cobertura a cada quatro anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Nogueira argumenta que o limite atual está defasado desde 2013 e que a inflação e a taxa Selic reduziram o poder de proteção real dos depósitos. Ele afirma que a medida aproximaria o Brasil de padrões internacionais. A reapresentação do projeto ocorre no mesmo dia em que Nogueira atacou as investigações da PF nas redes sociais, classificando-as como um "roteiro absurdo de ficção" e alegando perseguição política em ano eleitoral. O senador também reestruturou sua defesa no caso Master, contratando o advogado Conrado Gontijo. O projeto altera a legislação para elevar formalmente o teto da garantia individual para R$ 1 milhão.
POLÍTICA
Ciro Nogueira reapresenta projeto de ampliação do FGC após operação da PF
Senador Ciro Nogueira apresenta novamente proposta para aumentar cobertura do FGC para R$ 1 milhão, dias após operação da PF investigar relação com Banco Master. Nogueira alega perseguição política.