O Campeonato Brasileiro de 2024 demonstra um equilíbrio inédito, especialmente na parte intermediária da tabela. Apenas seis pontos separam o G5, que garante vaga na Libertadores, da zona de rebaixamento, o Z4. A vitória do Vasco por 1 a 0 sobre o Athletico-PR no último domingo (12) exemplifica essa situação: o time carioca saltou da beira do Z4 para a oitava colocação, a apenas três pontos de ambas as zonas.
Enquanto Palmeiras e Flamengo disputam a liderança, com Fluminense em terceiro, o miolo da tabela é o palco de uma disputa acirrada. Cinco times somam 18 pontos, dois têm 19, três chegam a 20, e o Bahia soma 22. Essa concentração de pontos indica que uma única vitória pode mudar drasticamente a posição de uma equipe.
O equilíbrio é ainda mais notável quando comparado a edições anteriores do Brasileirão. Nas últimas cinco temporadas, a menor distância entre o G6 (atual G5) e o Z4 na 15ª rodada foi de sete pontos, em 2022. Em 2023 e 2024, essa distância aumentou para 13 pontos, enquanto a média histórica é de 10 pontos.
Luís Castro, técnico do Grêmio, resumiu a situação: "Nós, no Z4, temos 17 pontos e estamos a três do sétimo, que tem 20. Esse é o Campeonato Brasileiro. Com uma vitória estaríamos em sétimo, mas, após uma derrota, estamos no Z4."
A força do mando de campo é um fator crucial para explicar o equilíbrio. Apenas três equipes – Palmeiras (62,5%), Flamengo (66,7%) e Bahia (61,9%) – apresentam aproveitamento igual ou superior a 50% como visitantes. Essa dificuldade em pontuar fora de casa contribui para a concentração de equipes no meio da tabela.
O Bahia, com bom desempenho como visitante, e Coritiba, Botafogo e Bragantino, que também se destacam fora de casa, podem encontrar na quebra dessa tendência a chave para subir na classificação. O equilíbrio deve ser abalado nas próximas rodadas, com confrontos diretos entre equipes do meio da tabela.
Restando três rodadas antes da pausa para a Copa do Mundo, os próximos nove pontos em disputa serão determinantes para definir os rumos das equipes, que retornarão para o segundo turno possivelmente reforçadas e com perspectivas distintas.
Fonte: O Globo