Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

POLÍTICA

Vice de SP defende Ypê após alerta sanitário e proibição da Anvisa

Vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo, defende a marca Ypê em vídeo, contrariando recomendações sanitárias da Anvisa e Vigilância de SP após contaminação de produtos.

Compartilhe
WhatsApp
Vice de SP defende Ypê após alerta sanitário e proibição da Anvisa

O vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo, incentivou o uso de produtos da Ypê em vídeo publicado nas redes sociais, mesmo após alertas sanitários da Vigilância Sanitária de SP e determinação de proibição pela Anvisa. Araújo classificou as restrições como uma "sacanagem" contra a empresa.

Na quinta-feira, a Anvisa identificou risco sanitário em lotes de produtos Ypê terminados em "1". O Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo (CVS) corroborou a recomendação. "Aqui em casa, gente, é só produto Ype. Vamos acabar com essa sacanagem que estão fazendo com uma empresa 100% brasileira. Vamos nos supermercado e comprar produtos Ype", declarou o vice-prefeito.

A inspeção que levou ao fechamento de uma linha de produção da Ypê em Amparo (SP) apontou contaminação de produtos de limpeza com micro-organismos pela segunda vez. Fiscais relataram problemas de higiene e investigam a origem da contaminação da água nas instalações.

A fala de Araújo segue a de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que alegam perseguição política à empresa. Em 2022, a família dona da Ypê investiu R$ 1,5 milhão na campanha de Bolsonaro.

O CVS-SP, no entanto, manteve a orientação para que consumidores não utilizem os produtos, mesmo com o recurso da empresa que suspendeu temporariamente a decisão da Anvisa. A agência paulista participou da inspeção que resultou na sanção.

Segundo o diretor do CVS-SP, Manoel Lara, a empresa demonstrou incapacidade de resolver o problema de contaminação, detectado inicialmente em novembro do ano passado com a bactéria Pseudomonas aeruginosa. O patógeno representa risco para pessoas com baixa imunidade.

"Tinha tanto falhas documentais quanto falhas relacionadas à questão de higiene e limpeza das áreas de produção", afirmou Lara. O ambiente de produção não era adequado, com acúmulo de sujeira em pisos, tubulações e máquinas.

Leia também