Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

POLÍTICA

Tarcísio defende investigação rigorosa no caso Master, mesmo com aliados envolvidos

Governador de SP defende rigor em investigação de escândalo que envolve senador aliado e Banco Master. Tarcísio garante que caso não afeta sua campanha, mas pede apuração completa.

Compartilhe
WhatsApp
Tarcísio defende investigação rigorosa no caso Master, mesmo com aliados envolvidos

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta sexta-feira (8) que o escândalo envolvendo o Banco Master e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) seja investigado a fundo, "doa a quem doer". A declaração ocorreu após a Polícia Federal deflagrar operação contra o parlamentar, aliado político de Tarcísio.

Questionado sobre o impacto da operação em sua campanha à reeleição, Tarcísio afirmou que o caso não o afeta diretamente. "Isso não tem nada a ver com a gente", disse o governador durante agenda em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo.

No entanto, o governador ressaltou a gravidade do escândalo. "Nós estamos diante de um grande escândalo, um escândalo nacional, um escândalo de proporção gigantesca, e isso tem que ser esclarecido", declarou. Tarcísio enfatizou que a população exige respostas e não tolera mais episódios de corrupção.

A operação da PF apura supostas irregularidades na relação entre Ciro Nogueira e o Banco Master, cujo dono, Daniel Vorcaro, teria se beneficiado de ações do senador no Congresso. Investigações apontam que Nogueira teria recebido R$ 500 mil mensais, além de viagens e bens de luxo, em troca de favorecimentos ao banco.

A defesa de Ciro Nogueira afirmou que o senador colaborará com as investigações e repudiou as acusações, classificando-as como "ilações de ilicitude". Os advogados alegam que as medidas investigativas foram precipitadas e baseadas em meras trocas de mensagens.

Um evento que oficializaria o apoio do PP ao governo Tarcísio, marcado para a próxima segunda-feira (11), foi adiado em razão da operação policial. A decisão foi tomada para evitar desgastes para o senador e para o governador.

Leia também