O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), aguarda os pareceres da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) para definir se o empresário Daniel Vorcaro retornará ao presídio da Papuda ou cumprirá prisão domiciliar. Vorcaro, antigo dono do Banco Master, está preso na superintendência da PF no Distrito Federal.
A PF solicitou a transferência de Vorcaro para a Papuda, em Brasília. Em contrapartida, a defesa pediu a prisão domiciliar após apresentar uma proposta de acordo de delação premiada. O ministro pretende analisar ambos os pedidos após a manifestação formal dos órgãos envolvidos.
O pedido da PF para a transferência de Vorcaro foi feito em 24 de abril, antes da entrega da proposta de delação premiada nesta semana. Fontes indicam que a solicitação refletia insatisfação com a demora na apresentação dos anexos da colaboração.
Vorcaro é investigado por um esquema de fraudes estimado em R$ 12 bilhões envolvendo o Banco Master. Ele foi preso pela primeira vez em novembro de 2025, ao tentar viajar para Dubai, o que a PF interpretou como tentativa de fuga. Solto semanas depois, foi preso novamente em março de 2026, sob relatoria de Mendonça, acusado de liderar uma organização criminosa.
A defesa de Vorcaro nega os crimes, mas negocia um acordo de colaboração premiada. A entrega de material à PF e à PGR na última terça-feira reavivou a disputa sobre as condições de custódia do empresário. Investigadores consideraram o material entregue como "insuficiente", e a PF afirma que não assinará o acordo sem informações inéditas.
Nesta quinta-feira (8), o gabinete de Mendonça esclareceu que o magistrado não teve acesso ao conteúdo da proposta de delação premiada. A nota ressaltou que "quaisquer afirmações em sentido contrário não refletem a realidade dos fatos e carecem de fundamento". Fonte: O GLOBO.