O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), iniciou o mapeamento de possíveis sucessores para a prefeitura em 2028. A articulação política mira também a disputa pelo governo estadual em 2030, cenário em que Nunes é apontado como principal aposta. Sem possibilidade de reeleição, o prefeito busca fortalecer sua base política.
Entre os nomes cotados está o secretário de Subprefeituras, Fabrício Cobra (sem partido), elogiado por sua capacidade técnica e de gestão. Cobra, que já foi secretário da Casa Civil, pode se filiar ao MDB.
O vereador Sidney Cruz (MDB), ex-secretário de Habitação, também é avaliado. Aliados veem semelhanças entre sua trajetória e a de Nunes, ambos com origem na periferia e projeção pela Câmara Municipal. Cruz, no entanto, diz que é cedo para discutir a sucessão e foca em seu mandato e pré-candidatura a deputado federal.
O secretário de Governo, Edson Aparecido (MDB), articulador da gestão e com experiência em outras administrações, é outro nome em análise. Ele já foi deputado federal e estadual.
Um aliado próximo de Nunes confirmou que a campanha de 2028 já começou, com foco em fortalecer o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para que a aprovação do prefeito beneficie ambos e eleger deputados para consolidar força política. A sucessão estadual em 2030 é vista como prioridade.
O ex-prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando (MDB), também surge como alternativa. Ele se filiou recentemente ao partido e disputará uma vaga na Câmara dos Deputados.
O vice-prefeito, coronel Ricardo Mello Araújo (PL), não é considerado uma opção devido a dificuldades de articulação e críticas públicas a Nunes e Tarcísio.
A influência de Nunes no MDB aumentou com a reeleição e a aliança com Tarcísio. A filiação do vice-governador Felício Ramuth (MDB) reforça o grupo visando 2028 e 2030.
Nomes fora do MDB também são mencionados, como o secretário do Trabalho, Rodrigo Goulart (PSD), e o empresário Filipe Sabará, aliado de Flávio Bolsonaro (PL).
Fonte: G1