O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), declarou que "não tem que esperar nada" do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a derrota da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A rejeição do nome, que ocorreu nesta quarta-feira (7 de maio de 2026), aprofundou a crise política entre o Executivo e o Congresso Nacional.
Questionado sobre a expectativa de um gesto do Planalto após a votação que barrou o advogado-geral da União, Alcolumbre foi taxativo: "Eu tenho que esperar alguma coisa? Não tenho que esperar nada." Ao ser indagado se Lula faria uma nova indicação ao STF ainda este ano, o senador repetiu a mesma resposta.
A declaração surge em meio a tentativas do governo de amenizar o impasse. Ministros como José Múcio e José Guimarães já se reuniram com Alcolumbre. A reprovação de Messias, um dos auxiliares mais próximos de Lula, é vista no governo como uma demonstração de força de Alcolumbre.
Aliados do presidente atribuem a Alcolumbre um papel decisivo na articulação contra a indicação. Relatos indicam que o senador não apenas se omitiu em defender Messias, mas atuou ativamente contra o nome junto a parlamentares de MDB, PSD, União Brasil e PP. A crise se intensificou após Lula indicar Messias sem comunicar previamente Alcolumbre, que defendia reservadamente o nome de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga.