O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), declarou nesta quarta-feira (6/5/2026) que não tem "nada a esperar" do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A fala ocorreu após a rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), derrota que expôs uma crise política entre o Planalto e o Congresso.
Questionado sobre a possibilidade de um gesto do governo após a votação que barrou o nome do advogado-geral da União, Alcolumbre foi categórico: "Eu tenho que esperar alguma coisa? Não tenho que esperar nada." Ele repetiu a resposta ao ser indagado se Lula fará uma nova indicação ao STF ainda este ano.
A declaração surge em meio a esforços do Planalto paraS estreitar laços com o Senado, após o revés. Ministros como José Múcio e José Guimarães se reuniram com Alcolumbre.
A indicação de Messias, um dos aliados mais próximos de Lula, foi rejeitada após meses de desgaste e articulações nos bastidores. A derrota foi vista no governo como uma demonstração de força de Alcolumbre e intensificou o mal-estar com o Palácio do Planalto.
Aliados de Lula, nos bastidores, atribuem a Alcolumbre um papel central na articulação que levou à rejeição do nome. Parlamentares relatam que o presidente do Senado não apenas deixou de defender a aprovação de Messias, mas atuou contra a indicação junto a senadores de MDB, PSD, União Brasil e PP.
A crise se agravou desde o ano passado, quando Lula indicou Messias ao STF sem consultar Alcolumbre, que, reservadamente, defendia a indicação do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga.
Fonte: G1