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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Aliados de Lula apontam falhas de Messias em derrota no Senado

Aliados do presidente Lula apontam falhas do indicado Jorge Messias na condução do processo que levou à sua derrota no Senado. Críticas envolvem insistência em mensagem presidencial sem cenário favorável, proximidade com ministro do STF e erros de avaliação política.

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Aliados de Lula apontam falhas de Messias em derrota no Senado

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconhecem falhas do indicado Jorge Messias na condução do processo que resultou em sua derrota no plenário do Senado. Messias obteve 34 votos favoráveis, sete a menos do que o necessário, contra 42 contrários.

A articulação política do governo tornou-se alvo de críticas após a decisão. Membros do governo avaliam que Messias contribuiu para o resultado ao insistir no envio de mensagem presidencial ao Congresso, mesmo sem um cenário favorável. Ele teria depositado confiança excessiva em apoio da oposição e da bancada evangélica, após campanha liderada pelo ministro do STF, André Mendonça.

A proximidade de Messias com Mendonça também é vista como um erro estratégico, dado que o ministro é relator no STF de casos que envolvem investigações com potencial de atingir parlamentares. Além disso, a aprovação de Messias poderia desequilibrar o jogo de forças no STF, desagradando ministros como Alexandre de Moraes, que também teria atuado contra a indicação.

Declarações de Messias em defesa do código de conduta proposto pelo presidente do STF, Edson Fachin, também incomodaram ministros com visões divergentes sobre o tema, em meio a disputas internas na Corte. A participação de Messias em um jantar na casa do senador Lucas Barreto (PSD-AP), desafeto de Davi Alcolumbre, presidente do Senado, foi considerada um erro que azedou a relação com Alcolumbre.

Interlocutores do Planalto apontam erro de avaliação política na não percepção da deterioração do ambiente no Senado e na atuação de Alcolumbre contra a indicação. Fatores como as investigações do caso Master, insatisfação com o governo e o STF, e a proximidade das eleições também influenciaram o desfecho.

Críticas também recaem sobre o presidente Lula, por seu suposto baixo envolvimento na articulação política com Alcolumbre e outros senadores. O processo de indicação de Messias ao STF é considerado falho por parlamentares.

Três ministros minimizaram os erros de Messias e criticaram a articulação política do governo, apontando falta de empenho de líderes e da Secretaria de Relações Institucionais. Um deles relatou não ter recebido orientações do Planalto, enquanto outro buscou Messias diretamente devido à falta de comando unificado.

Esses ministros defendem que Messias buscou a oposição e outros senadores para viabilizar sua aprovação, sendo um "injustiçado" na conjuntura política atual. Um político próximo a Messias lamenta a busca por culpados, afirmando que o ministro fez o que estava ao seu alcance.

Um aliado de Alcolumbre avalia que a derrota de Messias faz parte do posicionamento político do presidente do Senado e que o governo errou ao não perceber aliados agindo contra a indicação.

Um líder de partido do centro na base de Lula afirma que o governo se iludiu com previsões favoráveis e demorou a agir para garantir a aprovação de Messias.

O placar desfavorável e a derrota reforçaram a percepção da fragilidade da base aliada e aumentaram a pressão sobre o Planalto para reorganizar a articulação política. A busca por responsáveis gerou desgaste adicional, com partidos do centro rejeitando a narrativa de "bode expiatório" e cobrando autocrítica do governo.

Senadores do MDB, como Eduardo Braga e Renan Calheiros, classificaram como infundadas acusações de traição do partido ao governo na votação.

Fonte: O Globo

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