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quarta-feira, 04 de novembro de 2026

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ECONOMIA

Setor produtivo critica corte tímido da Selic e pede juros menores

Setores da indústria, comércio e trabalhadores consideram a redução de 0,25 p.p. na Selic insuficiente e cobram juros mais baixos para estimular a economia.

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Setor produtivo critica corte tímido da Selic e pede juros menores

Entidades que representam a indústria, o comércio e trabalhadores criticaram a redução de apenas 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, para 14,50% ao ano. Segundo eles, o corte foi insuficiente para impulsionar o investimento, o consumo e a renda no país.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que o custo do crédito permanece alto, comprometendo a competitividade industrial e a saúde financeira de empresas e famílias, que enfrentam recordes de endividamento.

A Associação Paulista de Supermercados (APAS) considera que o Banco Central poderia ter promovido um afrouxamento monetário mais expressivo. A entidade aponta que o patamar atual da Selic penaliza a atividade econômica, leva empresas à recuperação judicial e aumenta o endividamento familiar, além de estimular o capital especulativo em detrimento do setor produtivo.

Centrais sindicais, como a Contraf-CUT e a Força Sindical, também criticam o ritmo lento de queda dos juros. Elas argumentam que a taxa básica elevada impacta diretamente a renda da população e o custo do crédito, freia a produção e compromete a geração de empregos.

Apesar das diferentes frentes de atuação, há um consenso entre os setores: o atual nível da Selic restringe o crescimento econômico, o crédito e o consumo, e há espaço para cortes mais acelerados da taxa.

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