Entidades que representam a indústria, o comércio e trabalhadores criticaram a redução de apenas 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, para 14,50% ao ano. Segundo eles, o corte foi insuficiente para impulsionar o investimento, o consumo e a renda no país.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que o custo do crédito permanece alto, comprometendo a competitividade industrial e a saúde financeira de empresas e famílias, que enfrentam recordes de endividamento.
A Associação Paulista de Supermercados (APAS) considera que o Banco Central poderia ter promovido um afrouxamento monetário mais expressivo. A entidade aponta que o patamar atual da Selic penaliza a atividade econômica, leva empresas à recuperação judicial e aumenta o endividamento familiar, além de estimular o capital especulativo em detrimento do setor produtivo.
Centrais sindicais, como a Contraf-CUT e a Força Sindical, também criticam o ritmo lento de queda dos juros. Elas argumentam que a taxa básica elevada impacta diretamente a renda da população e o custo do crédito, freia a produção e compromete a geração de empregos.
Apesar das diferentes frentes de atuação, há um consenso entre os setores: o atual nível da Selic restringe o crescimento econômico, o crédito e o consumo, e há espaço para cortes mais acelerados da taxa.