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quarta-feira, 04 de novembro de 2026

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ECONOMIA

CNI pede adiamento da reforma tributária a ministros

CNI pede a ministros o adiamento da reforma tributária e a extensão do período de testes ao longo de 2027.

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) enviou nesta quarta-feira uma carta aos ministros da Fazenda, Dario Durigan, e do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, pedindo o adiamento do início efetivo da reforma tributária, previsto para janeiro de 2027.

A entidade também solicitou que o período de testes continue durante todo o ano de 2027. Entre os motivos citados estão a regulamentação incompleta e instável da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), a falta de regras para o Imposto Seletivo e mudanças frequentes em notas técnicas do governo.

A CNI mencionou ainda instabilidades na plataforma de apuração, a indisponibilidade de módulos de créditos e dificuldades na integração de sistemas empresariais com plataformas públicas. Segundo a entidade, também há problemas relacionados a documentos fiscais e operações específicas.

A confederação alertou para o risco de penalizações por erros operacionais durante a adaptação, especialmente entre empresas de menor porte. Na área econômica, há resistência ao adiamento, embora fontes reconheçam que alguns sistemas ainda não estão totalmente prontos e operacionais.

De acordo com essas fontes, empresas que agirem de boa-fé não deverão enfrentar problemas ou punições por erros. A avaliação inclui a possibilidade de criar um programa de conformidade específico para a reforma tributária.

A carta foi enviada uma semana depois de o Tribunal de Contas da União (TCU) definir em 11,3% a alíquota da CBS, tributo que substituirá PIS, Cofins e parte do IPI. O documento da CNI não menciona a decisão.

Fonte: O Globo

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