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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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ECONOMIA E TECNOLOGIA

Inteligência Artificial impulsiona competitividade e soberania nacional

Investimentos globais em IA disparam com foco em competitividade e segurança nacional. IA já revoluciona desenvolvimento de códigos e serviços, mas gera debates sobre dependência tecnológica e soberania de dados.

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Inteligência Artificial impulsiona competitividade e soberania nacional

Investimentos em Inteligência Artificial (IA) ganham força no Brasil e no mundo, impulsionados pela busca por competitividade e, cada vez mais, pela soberania nacional. O mercado, que pode atingir trilhões de dólares, já demonstra impactos concretos em diversos setores, desde a mineração até o comércio eletrônico.

O desenvolvimento de códigos e a prototipagem são áreas onde a IA já responde por quase 100% das atividades, segundo a LWSA. Uma de suas aplicações, o agente autônomo WOZ da Octadesk, reduziu em um terço os contatos diários em operações do grupo, aumentou em 50% a retenção por agentes e permitiu a redução de 25% no número de vagas de atendimento em pelo menos três operações da holding. Tais resultados podem explicar as recentes demissões em massa na Amazon.

Marcelo Finger, professor da USP e pesquisador do C4AI, destaca que a IA encontrou sua aplicação matadora no desenvolvimento de código, demonstrando alta produtividade em engenharia de software. No entanto, ele alerta para a forte dependência de poucos fornecedores nos Estados Unidos, o que gera preocupações com segurança e soberania, além da questão do armazenamento de dados fora do país.

Plataformas como ChatGPT e Copilot reconhecem esses riscos e apontam a inteligência artificial como infraestrutura, especialmente data centers, como uma oportunidade associada à "Geopatriação" – a minimização de riscos geopolíticos através da manutenção de dados em provedores regionais. As empresas também mencionam iniciativas de integração, segmentação e segurança no uso da IA.

A consultoria Gartner aponta que metade das dez principais tendências tecnológicas para os próximos cinco anos está ligada à governança, controles e práticas de segurança no universo da IA. Alexandre Evsukoff, professor da Coppe/UFRJ, confirma que os riscos de segurança e proteção de dados abrem oportunidades para o desenvolvimento de novas soluções.

Na indústria do petróleo, a IA é utilizada há tempos. O laboratório LAMCE/UFRJ desenvolve pesquisas em Geofísica, Rocha Digital, Sensoriamento Remoto e Modelagem Atmosférica, atuando no desenvolvimento de soluções até o TRL 6-7, com implantação de mercado realizada por empresas como a Petrec, uma spin-off do LAMCE/UFRJ.

A Qlik atua na integração da IA aos negócios com ferramentas que interagem com bases de dados estruturados e não estruturados. A empresa também oferece um protocolo para que clientes utilizem Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) de mercado, como ChatGPT, Gemini e Copilot. César Ripari, diretor de Pré-Vendas para a América Latina da Qlik, acredita que a integração de plataformas é o caminho.

O ritmo acelerado da inovação exige ação imediata. Ricardo Santana, sócio-líder de Data & Analytics, Automação e Inteligência Artificial da KPMG no Brasil, afirma que planos tecnológicos frequentemente se tornam obsoletos antes da implementação. O ideal é construir arcabouços e princípios em vez de tentar prever a tecnologia.

Um relatório da KPMG sobre IA no setor financeiro revela que empresas brasileiras demonstram maior apetite do que estrangeiras para aplicar IA na área tributária. Frank Meylan, sócio-líder de Tecnologia, Transformação Digital e Inovação da KPMG no Brasil e América do Sul, destaca que 60% dos respondentes brasileiros consideram usar IA generativa na gestão tributária, área com aplicação global ainda limitada.

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