A exoneração do Secretário de Educação de Minas Gerais, Rossieli Soares, tornou-se o primeiro grande embate entre o Governador interino Mateus Simões e a oposição. A saída de Soares, comunicada inicialmente como um acordo mútuo, foi contestada pelo governo estadual, que alega irregularidades na conduta do ex-secretário. Parlamentares de esquerda cobram investigações detalhadas e criticam a falta de transparência.
Soares anunciou sua saída em nota oficial, citando motivos de saúde e planos pessoais. No entanto, o governo de Simões desmentiu a versão, afirmando que a decisão foi motivada por apurações preliminares da Controladoria-Geral do Estado (CGE) sobre possíveis irregularidades. Soares, por sua vez, negou ter acesso a qualquer informação da CGE e se manifestará formalmente através de seu advogado.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) solicitou ao governo um prazo de cinco dias para apresentar todos os documentos relacionados à investigação que culminou na exoneração. O TCE também apura outras denúncias de irregularidades na Secretaria de Educação, incluindo contratações sem licitação, superfaturamento e desvio de finalidade em contratos de plataformas educacionais digitais e no projeto "Mãos Dadas".
Deputados mineiros, como Beatriz Cerqueira (PT-MG), exigem do governo o detalhamento das investigações. Cerqueira já havia denunciado anteriormente um contrato de R$ 348,4 milhões para kits de material didático, alegando direcionamento e superfaturamento. Outros parlamentares, como Rogério Correia (PT-MG), Dandara Tonantzin (PT-MG), Andreia de Jesus (PT-MG) e Célia Xakriabá (PSOL-MG), criticaram a atuação de Soares, citando seu histórico em outros estados e no Ministério da Educação, e associando sua gestão a suspeitas de corrupção e má gestão.