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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

POLÍTICA MINEIRA

Exoneração na Educação de MG causa atrito entre Simões e oposição

A demissão do Secretário de Educação de Minas Gerais, Rossieli Soares, gera polêmica e desgaste entre o governador interino Mateus Simões e a oposição, que cobra transparência nas investigações sobre supostas irregularidades.

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Exoneração na Educação de MG causa atrito entre Simões e oposição

A exoneração do Secretário de Educação de Minas Gerais, Rossieli Soares, tornou-se o primeiro grande embate entre o Governador interino Mateus Simões e a oposição. A saída de Soares, comunicada inicialmente como um acordo mútuo, foi contestada pelo governo estadual, que alega irregularidades na conduta do ex-secretário. Parlamentares de esquerda cobram investigações detalhadas e criticam a falta de transparência.

Soares anunciou sua saída em nota oficial, citando motivos de saúde e planos pessoais. No entanto, o governo de Simões desmentiu a versão, afirmando que a decisão foi motivada por apurações preliminares da Controladoria-Geral do Estado (CGE) sobre possíveis irregularidades. Soares, por sua vez, negou ter acesso a qualquer informação da CGE e se manifestará formalmente através de seu advogado.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) solicitou ao governo um prazo de cinco dias para apresentar todos os documentos relacionados à investigação que culminou na exoneração. O TCE também apura outras denúncias de irregularidades na Secretaria de Educação, incluindo contratações sem licitação, superfaturamento e desvio de finalidade em contratos de plataformas educacionais digitais e no projeto "Mãos Dadas".

Deputados mineiros, como Beatriz Cerqueira (PT-MG), exigem do governo o detalhamento das investigações. Cerqueira já havia denunciado anteriormente um contrato de R$ 348,4 milhões para kits de material didático, alegando direcionamento e superfaturamento. Outros parlamentares, como Rogério Correia (PT-MG), Dandara Tonantzin (PT-MG), Andreia de Jesus (PT-MG) e Célia Xakriabá (PSOL-MG), criticaram a atuação de Soares, citando seu histórico em outros estados e no Ministério da Educação, e associando sua gestão a suspeitas de corrupção e má gestão.

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