O setor público brasileiro registrou um déficit primário de R$ 80,7 bilhões em março, impulsionando a dívida bruta do país para 80,1% do Produto Interno Bruto (PIB). O dado, divulgado pelo Banco Central nesta quinta-feira, representa o maior nível desde julho de 2021, quando a dívida atingiu 80,3% do PIB. Em junho, a dívida bruta totalizou R$ 10,4 trilhões.
O resultado de março contrasta com o superávit de R$ 3,6 bilhões observado no mesmo período do ano anterior. O déficit primário ocorre quando as despesas do governo superam as receitas, antes da consideração dos juros da dívida. Neste mês, o déficit foi composto por R$ 74,8 bilhões do governo central, R$ 5,4 bilhões dos governos regionais e R$ 0,5 bilhão das empresas estatais.
Considerando os juros da dívida pública, o déficit nominal em março foi de R$ 199,5 bilhões. No acumulado de doze meses, o déficit nominal atingiu R$ 1.217,5 bilhões, o equivalente a 9,41% do PIB.
A dívida bruta inclui obrigações do governo federal, INSS e governos estaduais e municipais. O aumento em junho foi influenciado principalmente pelos juros nominais, emissões líquidas de dívida e pela variação do PIB nominal.
Já a dívida líquida, que exclui os ativos do governo, subiu para 66,8% do PIB em março, alcançando R$ 8,6 trilhões. Este indicador representa um crescimento de 1,3 ponto percentual em relação ao mês anterior.