Uma campanha de Romeu Zema para o governo de Minas Gerais utilizou fantoches em vídeo que desagradou o ministro Gilmar Mendes. A tática satiriza a política, mas não é nova. Bonecos foram popularizados no programa britânico 'Spitting Image', em 1984, que debochava de figuras públicas como a primeira-ministra Margaret Thatcher.
No Brasil, o humorista Agildo Ribeiro importou o formato em 1987, com o programa 'Agildo no País das Maravilhas', na TV Bandeirantes. Ribeiro interagia com fantoches de políticos de diversos espectros, como Sarney, Brizola, Lula, Collor e Maluf. A abertura da atração, com o verso 'Ai, Brasil! Qualquer dia a gente acorda, vai olhar e ele sumiu...', ecoa a atualidade política.
A técnica de usar fantoches para crítica política, agora impulsionada por inteligência artificial na campanha de Zema, tem raízes profundas na sátira brasileira, com nomes como Millôr Fernandes e Veríssimo já explorando a comédia na vida pública.
Fonte: O Globo