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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Governo ajusta composição da CCJ para garantir vaga de Messias no STF

Mudanças na composição da CCJ do Senado visam garantir aprovação de Jorge Messias ao STF. Governo ajusta aliados e busca votos em articulação direta do presidente Lula.

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Governo ajusta composição da CCJ para garantir vaga de Messias no STF

O governo federal reconfigurou a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para assegurar a aprovação de Jorge Messias, advogado-geral da União, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Mudanças formais na composição da comissão, ocorridas na semana passada, fortaleceram a base aliada, garantindo uma maioria apertada, mas considerada suficiente, para o indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com a nova configuração, governistas estimam possuir 16 votos favoráveis na CCJ, superando os 14 necessários para que a indicação avance ao plenário. Esse cenário contrasta com o início do mês, quando levantamentos indicavam apenas dez votos de apoio a Messias.

Entre as alterações, a senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) assumiu vaga titular em substituição a Cid Gomes (PSB-CE). O senador Renan Filho (MDB-AL) também ingressou como titular, ocupando a posição de Sergio Moro (União-PR), crítico à indicação. Moro já havia perdido assento em outra comissão por meio de articulação governista anteriormente.

Houve ainda mudanças na suplência, com Marcelo Castro (MDB-PI) tornando-se 1º suplente, substituindo Alessandro Vieira (MDB-SE). A expectativa é que a ausência de um senador do bloco de centro, ao qual Vieira pertence, favoreça o voto de Castro.

Apesar dos ajustes, o placar na CCJ é considerado sensível. Muitos senadores ainda não se posicionaram publicamente, e a votação secreta aumenta o risco de surpresas. Messias tem intensificado conversas com senadores, prometendo um STF com menor intervenção sobre o Congresso.

Paralelamente, o presidente Lula tem se envolvido diretamente na articulação política, reunindo-se com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), para discutir as estratégias finais. A preocupação com o quórum na votação aumentou devido à proximidade do feriado de 1º de Maio.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), visto como uma variável de influência sobre senadores indecisos, tem sido alvo de esforços de aproximação. Uma reunião planejada entre Alcolumbre, Lula e Messias perdeu força, mas interlocutores do governo buscam viabilizar um gesto de aproximação.

Lula também pretende se reunir com o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA). A avaliação no governo é que a aprovação de Messias é provável, mas depende de uma articulação política sem falhas.

Fonte: G1

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