Bancos centrais de economias importantes, incluindo Estados Unidos, Brasil e países do G7, devem manter as taxas de juros inalteradas nesta semana. A decisão unânime é uma resposta à cautela diante de sinais de aumento da inflação, impulsionada pela alta nos preços de energia devido ao conflito no Oriente Médio.
O Banco do Japão inicia as decisões na terça-feira, seguido por Canadá e Federal Reserve (Fed) dos EUA na quarta-feira. Na quinta-feira, Banco da Inglaterra e Banco Central Europeu também devem manter suas políticas monetárias. A expectativa é de uma postura vigilante, contrastando com a abordagem mais branda em choques energéticos anteriores.
Nos EUA, o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre deve mostrar um crescimento de 2,2%, mas o aumento nos gastos pessoais pode refletir o impacto inicial da guerra, com a inflação medida pelo índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) acelerando. Apesar disso, o Fed deve manter os juros estáveis, atento à ancoragem das expectativas de inflação.
No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne para sua terceira decisão de 2026. Após um corte de 0,25 ponto percentual em março, a expectativa do mercado é de um novo corte para 14,5%, mas a incerteza global pode influenciar a decisão.
Na Europa, a inflação na Alemanha deve acelerar devido à escassez de combustíveis, com projeções indicando um salto para 3% na zona do euro. O Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra podem adiar a perspectiva de alta de juros para junho.
Outras nações como Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Chile, México e Colômbia também monitoram de perto os indicadores econômicos e o cenário geopolítico para suas decisões de política monetária.