A investigação criminal contra o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, foi encerrada pelo Departamento de Justiça dos EUA, abrindo caminho para a confirmação de Kevin Warsh como seu sucessor. A decisão removeu o obstáculo imposto pelo senador Thom Tillis, que bloqueava a indicação de Warsh, nomeado pelo então presidente Donald Trump.
Tillis retirou seu bloqueio após receber garantias do Departamento de Justiça de que a investigação foi concluída, preservando a independência do banco central. "Com essas garantias, estou ansioso para apoiar a confirmação de Kevin Warsh", afirmou Tillis em comunicado. "Ele é um candidato excepcional, e é hora de o Federal Reserve deixar essa distração para trás."
Warsh, que já serviu como governador do Fed, defendeu em sua audiência de confirmação uma "mudança de regime" na condução da política monetária. O Comitê Bancário do Senado agendou votação sobre sua indicação para a próxima quarta-feira.
A investigação criminal, conduzida pela procuradora federal Jeanine Pirro, apurava suspeitas de estouro de custos na reforma de um prédio do Fed e o depoimento de Powell ao Congresso sobre o assunto. Pirro encerrou a apuração, mas ressaltou que não hesitará em retomá-la caso os fatos justifiquem.
Apesar do fim da investigação criminal, o inspetor-geral do Fed conduz uma análise separada sobre os custos da reforma. Trump, embora tenha comentado que a situação de Warsh agora "imagino que seja tranquila", evitou dar aval total a Powell, citando a necessidade de apurar os custos excedentes. A investigação sobre Powell no Fed segue indefinida após recuo parcial do Departamento de Justiça.
O mandato de Powell como presidente do Fed termina em 15 de maio, mas seu assento no conselho de diretores vai até 2028. A incerteza sobre a permanência de Powell sugere que ele pode continuar no Fed mesmo com a confirmação de Kevin Warsh.