O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) elevou o tom contra os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta sexta-feira (25), em meio a trocas de alfinetadas no campo bolsonarista. Nikolas afirmou ao pré-candidato à Presidência Lula que tem sido provocado há três anos, mas que haveria um limite. A declaração surge após desentendimentos públicos com outros filhos de Bolsonaro.
Em postagem nas redes sociais, Nikolas disse que aliados leais têm sido alvos de um grupo que gera divisão e perseguição. "Isso tem gerado um clima que ninguém mais suporta", escreveu o parlamentar, que prometeu fazer de tudo para que Flávio Bolsonaro chegue ao Planalto, apesar das divergências que, segundo ele, persistem mesmo com pedidos de pacificação.
Nikolas também rebateu indiretamente o vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC), que anunciou um levantamento de correligionários que não divulgam a candidatura de Flávio nas redes. "Postar você todos os dias, qualquer um faz. Porque isso é fácil. Mas conquistar os votos, através das ideias que você representa, isso sim é um trabalho efetivo, e que poucos fazem, porque exige trabalho, preparo e inteligência", afirmou Nikolas.
Carlos Bolsonaro, por sua vez, defendeu a iniciativa como uma forma de levar o assunto à executiva partidária para "corrigir" a postura daqueles que não apoiam Flávio. Ele disse que "quem quer vencer precisa agir, comunicar e vestir a camisa" e que muitos ignoram a candidatura de Flávio e a situação do Brasil.
Nikolas também chamou o deputado federal Jair Renan Bolsonaro (PL) de "toupeira cega". O embate com os filhos de Bolsonaro não é novo. No início do mês, Eduardo Bolsonaro (PL) criticou Nikolas, a quem chamou de "versão caricata de si mesmo" e acusou de desrespeito.
A divergência entre Eduardo e Nikolas começou após o deputado federal apoiar um vídeo em que Lula ironizava Donald Trump. Eduardo criticou a postagem, afirmando que o perfil que compartilhou o vídeo não apoiaria Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
Em entrevista recente, Nikolas se descreveu como "atacante" e disse sofrer "ataques unilaterais" de membros de seu grupo político que "se acham mais Bolsonaro do que o próprio Bolsonaro".
Fonte: O Globo