A Primeira-Dama, Janja Lula da Silva, repudiou veementemente as declarações misóginas do empresário Paolo Zampolli, enviado especial para Negócios Globais do governo de Donald Trump. Em entrevista à emissora italiana RAI, Zampolli, descrito como "aliado de longa data" de Trump, referiu-se a mulheres brasileiras como "raça maldita" e afirmou que elas são "programadas para causar confusão".
As falas de Zampolli ocorreram em meio a acusações de violência doméstica e abuso sexual feitas por sua ex-companheira, a modelo Amanda Ungaro. Segundo Ungaro, Zampolli teria usado sua influência para prejudicá-la em uma disputa judicial pela guarda do filho do casal. Zampolli nega as acusações.
Em resposta, Janja declarou em suas redes sociais: "É impossível não se indignar diante da fala do enviado especial". Ela ressaltou a força e a dignidade das mulheres brasileiras, afirmando: "Não somos programadas para nada. Somos pessoas com voz, com sonhos e lutamos diariamente para viver com dignidade e liberdade".
Paolo Zampolli, que se apresenta como figura próxima a Trump há décadas e intermediário em negociações internacionais, também se auto-intitulou como um dos maiores vendedores de aeronaves da Boeing para governos estrangeiros, alegação não confirmada pela empresa. Antes de sua atuação política, Zampolli esteve ligado ao mundo da moda e à vida noturna de Nova York.