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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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POLÍTICA INTERNACIONAL

Janja defende brasileiras após ofensas de aliado de Trump

Primeira-Dama rebate fala de Paolo Zampolli, que chamou brasileiras de 'raça maldita'. Zampolli é aliado de Donald Trump e enfrenta acusações de violência doméstica.

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Janja defende brasileiras após ofensas de aliado de Trump

A Primeira-Dama, Janja Lula da Silva, repudiou veementemente as declarações misóginas do empresário Paolo Zampolli, enviado especial para Negócios Globais do governo de Donald Trump. Em entrevista à emissora italiana RAI, Zampolli, descrito como "aliado de longa data" de Trump, referiu-se a mulheres brasileiras como "raça maldita" e afirmou que elas são "programadas para causar confusão".

As falas de Zampolli ocorreram em meio a acusações de violência doméstica e abuso sexual feitas por sua ex-companheira, a modelo Amanda Ungaro. Segundo Ungaro, Zampolli teria usado sua influência para prejudicá-la em uma disputa judicial pela guarda do filho do casal. Zampolli nega as acusações.

Em resposta, Janja declarou em suas redes sociais: "É impossível não se indignar diante da fala do enviado especial". Ela ressaltou a força e a dignidade das mulheres brasileiras, afirmando: "Não somos programadas para nada. Somos pessoas com voz, com sonhos e lutamos diariamente para viver com dignidade e liberdade".

Paolo Zampolli, que se apresenta como figura próxima a Trump há décadas e intermediário em negociações internacionais, também se auto-intitulou como um dos maiores vendedores de aeronaves da Boeing para governos estrangeiros, alegação não confirmada pela empresa. Antes de sua atuação política, Zampolli esteve ligado ao mundo da moda e à vida noturna de Nova York.

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