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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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ECONOMIA GLOBAL

Crise em Ormuz é a maior disrupção energética, afirma especialista da S&P

Daniel Yergin, vice-presidente da S&P Global, alerta que crise no Estreito de Ormuz é a maior disrupção energética da história, com impactos severos na Ásia e risco de recessão global. Especialista prevê foco em segurança energética e aceleração da transição para veículos elétricos.

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Crise em Ormuz é a maior disrupção energética, afirma especialista da S&P

A crise no Estreito de Ormuz representa a maior disrupção energética da história, alertou Daniel Yergin, vice-presidente da S&P Global. O fechamento do estreito por nove semanas agrava o risco de recessão global e freia o consumo.

O impacto da crise vai além do petróleo, afetando o fornecimento global de gás natural, fertilizantes, hélio, alumínio e petroquímicos. A Ásia é a região mais atingida, com 80% do petróleo e 90% do GNL destinados ao continente, segundo Yergin.

Apesar da resiliência dos mercados financeiros, Yergin destacou uma "divergência" com a realidade enfrentada pelas pessoas na Ásia. Elas sofrem com a escassez de petróleo, racionamento e o fechamento de empresas e restaurantes por falta de energia.

A crise se intensifica como um confronto entre a pressão econômica dos EUA sobre o Irã e a capacidade de Teerã de "travar uma guerra contra a economia mundial". O tempo é crucial, pois os estoques se esgotam e o risco de alta nos preços aumenta a cada dia.

Yergin prevê que a crise levará a um "foco maior em segurança energética" entre os países do Golfo e acelerará a transição para minerais críticos. Ele estima que 20% dos carros produzidos mundialmente neste ano serão elétricos, número que tende a crescer com a crise.

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