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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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ECONOMIA GLOBAL

Bloqueio no Estreito de Ormuz ameaça economia global e eleva risco de recessão

Fechamento do Estreito de Ormuz por 9 semanas eleva risco de recessão global. Consumo de petróleo em queda e preços em alta impactam setores como aviação e transporte.

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Bloqueio no Estreito de Ormuz ameaça economia global e eleva risco de recessão

O fechamento do Estreito de Ormuz há nove semanas intensifica o risco de uma recessão global e a desaceleração do consumo. Embora países ricos estejam utilizando estoques para manter o fornecimento de petróleo, o alívio é temporário e um ajuste severo na demanda é iminente. Especialistas alertam que o consumo precisará ser reduzido, seja pelo aumento dos preços ou por intervenção governamental.

A perda estimada de 1 bilhão de barris de petróleo já supera as reservas emergenciais liberadas no início do conflito. O bloqueio, que completa nove semanas, começa a afetar mercados do dia a dia, saindo de setores menos visíveis como o petroquímico na Ásia. A crise se espalha para o Ocidente, impactando companhias aéreas na Europa e EUA, que já cortam milhares de voos.

A demanda global por petróleo registra a maior queda em cinco anos. Especialistas preveem que a perda diária possa dobrar no próximo mês, atingindo 5% da oferta mundial, o que eleva o risco de recessão econômica. A Alemanha já reduziu suas projeções de crescimento, e o FMI cortou suas estimativas globais.

A situação é crítica para setores como o de derivados de petróleo, com preços em alta na Europa e possíveis racionamentos na Índia. A aviação e o transporte de cargas são particularmente vulneráveis. Mesmo nos EUA, o consumo de gasolina recua apesar dos preços elevados. A liberação de reservas emergenciais por países como EUA e Alemanha tentou conter o impacto, mas o esgotamento desses estoques aumenta a exposição global.

Analistas alertam que, sem uma resolução rápida, as consequências econômicas podem ser profundas, com projeções de preços do petróleo ultrapassando US$ 200 ou US$ 300 o barril em cenários extremos. O fechamento prolongado do estreito pode levar a um problema macroeconômico global, com o mundo à beira da recessão.

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