A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) repudiou as declarações de Paolo Zampolli, conselheiro do governo dos EUA e associado a Donald Trump, que proferiu ofensas contra as mulheres brasileiras. Em entrevista à emissora italiana RAI, Zampolli classificou as brasileiras como "raça maldita" e afirmou que são "programadas para causar confusão".
Gleisi Hoffmann reagiu nas redes sociais, classificando Zampolli como "o tipo de misógino arrogante da extrema direita". A parlamentar acrescentou que "quem cria confusão e guerras que afetam o mundo inteiro é o chefe dele" e declarou que Zampolli "não é bem-vindo" no Brasil, exigindo respeito.
As falas de Zampolli ocorreram em meio a acusações de abuso sexual e violência doméstica feitas por sua ex-mulher, a ex-modelo Amanda Ungaro. Zampolli, descrito pelo New York Times como um "amigo" de Trump, conheceu Ungaro em 2002. O casal se aproximou dos Trump, frequentando eventos sociais. Após o rompimento, Zampolli e Ungaro disputaram a guarda do filho, período em que ele teria denunciado o status imigratório dela a autoridades americanas, resultando em sua deportação.
Em fevereiro, Amanda Ungaro relatou em entrevista ao jornal O Globo ter sido vítima de abuso sexual e violência doméstica por parte de Zampolli. Ela também mencionou ter presenciado situações ao viajar no avião de Jeffrey Epstein. Recentemente, Ungaro publicou em redes sociais ameaças de expor informações sobre Donald Trump e Melania Trump.