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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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ECONOMIA

China barra investimento dos EUA em tecnologia após negócio da Meta

China restringe investimento americano em startups de IA e tecnológicas como ByteDance após negócio da Meta. Nova regra exige aprovação governamental para capital dos EUA.

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China barra investimento dos EUA em tecnologia após negócio da Meta

O governo chinês anunciou novas restrições ao investimento de empresas americanas em companhias de tecnologia do país. A medida, que exige aprovação governamental prévia para aceitar capital dos EUA, afeta startups de inteligência artificial (IA) e empresas como ByteDance, dona do TikTok.

A decisão surge como resposta à aquisição da startup Manus pela Meta por US$ 2 bilhões. Órgãos reguladores, como a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), informaram empresas privadas que elas devem recusar aportes americanos sem autorização explícita.

A Moonshot AI, que considera abrir capital, e a StepFun foram notificadas. A ByteDance também foi incluída nas restrições, impedida de vender ações a investidores americanos sem aval do governo.

O objetivo é evitar que o capital dos EUA invista em setores considerados sensíveis e de segurança nacional. A investigação sobre a compra da Manus, que gerou preocupações sobre exportação de tecnologia e investimento estrangeiro ilegal, lidera a ação regulatória.

As novas regras podem isolar o setor de tecnologia chinês, que depende de capital de risco internacional. A medida segue outras ações de Pequim, como restrições a ofertas públicas iniciais de empresas chinesas no exterior.

A aquisição da Manus, uma startup de IA sediada em Singapura com fundadores chineses, levantou questionamentos sobre a venda de tecnologia valiosa para rivais geopolíticos. A empresa havia levantado US$ 75 milhões em rodada liderada pela Benchmark e ultrapassou US$ 100 milhões em receita anualizada antes da aquisição.

Reguladores dos EUA também impuseram restrições a investimentos em semicondutores, computação quântica e IA chineses desde 2025. A China, por sua vez, vinha incentivando parcerias internacionais, mas agora reavalia a estratégia diante de preocupações com vazamento de tecnologia.

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