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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Gilmar Mendes defende inquérito das fake news e rebate críticas após embate com Zema

Ministro Gilmar Mendes defende continuidade do inquérito das fake news e rebate críticas após pedir investigação de Romeu Zema. Entenda os desdobramentos.

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Gilmar Mendes defende inquérito das fake news e rebate críticas após embate com Zema

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reiterou a importância da continuidade do inquérito das fake news, alvo de críticas da oposição. Em entrevista à TV Globo nesta quarta-feira (23), Mendes defendeu que as investigações prossigam "pelo menos até as eleições", citando ataques recentes à Corte.

A declaração surge em meio a novas articulações na Câmara dos Deputados para um pedido de impeachment contra o ministro. A oposição reagiu após Mendes solicitar a inclusão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), como alvo do procedimento, que já dura sete anos.

Questionado sobre a duração e o uso do inquérito, que tramita sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes afirmou que a investigação "vai acabar quando terminar". Ele destacou que o tribunal tem sido "vilipendiado" e que é preciso uma resposta a ataques, mencionando a atuação do relator da CPI do Crime Organizado.

Na semana passada, Gilmar Mendes já havia enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de investigação contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, por abuso de autoridade. A ação foi motivada pela apresentação de um relatório final da CPI que propôs o indiciamento de Mendes, Moraes, Dias Toffoli e do PGR, em apurações relacionadas ao caso Banco Master. O texto, porém, foi rejeitado pela comissão.

Em fevereiro, o decano do STF já havia defendido a investigação iniciada em 2019, que apura ataques a ministros e foi ampliada para outras frentes. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também manifestou preocupação com a "permanência e conformação jurídica de investigações de longa duração" em ofício enviado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin.

O embate com Romeu Zema teve início após a publicação de um vídeo pelo ex-governador, onde ele criticava a decisão de Gilmar Mendes de anular a apuração da CPI do Crime Organizado sobre a quebra de sigilos de uma empresa ligada à família do ministro Dias Toffoli. Zema reagiu à notícia-crime enviada por Mendes a Moraes, definindo a medida como "absurda" e cobrando "liberdade" em alusão à Inconfidência Mineira.

No vídeo que motivou a ação, ministros do STF foram representados por fantoches. O pedido de Gilmar Mendes a Alexandre de Moraes alega que o conteúdo compartilhado por Zema "vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa".

Fonte: O Globo

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