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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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ECONOMIA

BNDES atrai R$ 4,1 bilhões de bancos europeus para projetos verdes no Brasil

BNDES capta R$ 4,1 bilhões de bancos europeus para Fundo Clima e projetos de mobilidade sustentável no Brasil. Investimento alemão marca o primeiro aporte direto ao fundo.

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BNDES atrai R$ 4,1 bilhões de bancos europeus para projetos verdes no Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) garantiu um aporte de R$ 4,1 bilhões (700 milhões de euros) de instituições financeiras alemãs e europeias para impulsionar o Fundo Clima e outros projetos voltados à sustentabilidade no Brasil. O acordo foi fechado em Hanôver, na Alemanha, durante a Hannover Messe, uma das maiores feiras industriais do mundo.

Este é o primeiro investimento direto da Alemanha no Fundo Clima, criado em 2009 para financiar iniciativas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Do total captado, R$ 3 bilhões irão para o Fundo Clima e R$ 1,1 bilhão será destinado a projetos de mobilidade sustentável.

O Fundo Clima, administrado pelo BNDES e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, apoia ações em energias renováveis, reflorestamento e transporte de baixo carbono. O acordo envolveu o banco de fomento alemão KfW, a Agence Française de Développement (AFD), a Cassa Depositi e Prestiti (CDP) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, destacou que a captação demonstra o compromisso do governo em fortalecer a cooperação com a Alemanha e reforça a visão de um desenvolvimento inclusivo e atento à transição ecológica global. O orçamento do Fundo Clima para 2026 está estimado em R$ 27 bilhões.

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, ressaltou que o investimento alemão valida os esforços do Brasil na transformação ecológica. Ele mencionou que os investimentos anuais no fundo, que eram de cerca de R$ 500 milhões entre 2009 e 2023, foram multiplicados, visando alcançar R$ 27 bilhões em 2026 para estimular empreendimentos em bioeconomia, transição energética, economia circular e infraestrutura resiliente.

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