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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Relator da "taxa das blusinhas" teme queda ou redução do imposto no Congresso

Relator da "taxa das blusinhas" teme que imposto de 20% sobre compras internacionais seja derrubado ou reduzido no Congresso devido ao ano eleitoral e pressões políticas. Medida, porém, é vista como benéfica para o varejo nacional.

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Relator da "taxa das blusinhas" teme queda ou redução do imposto no Congresso

O Deputado Átila Lira (PP-PI), relator do projeto que instituiu a "taxa das blusinhas" em 20%, expressou preocupação com a possibilidade de o imposto sobre compras internacionais de até US$ 50 ser derrubado ou reduzido no Congresso. Lira avalia que o ano eleitoral e a resistência de parte dos parlamentares, inclusive de direita, dificultam a manutenção da taxação. Ele destacou, no entanto, que a medida trouxe benefícios ao varejo nacional, evitando demissões e impulsionando o setor.

Em entrevista ao GLOBO, Lira lembrou que a taxação foi aprovada com ampla maioria na Câmara em 2024, mas reconheceu que o cenário político atual é menos favorável à sua permanência. "Hoje, o momento não é muito favorável, é mais pró retirada da taxa... essa discussão voltando, é perigoso, não sei se o Congresso segura não", comentou.

Átila Lira apontou que as plataformas internacionais continuaram operando e crescendo mesmo após a taxação, e o programa Remessa Conforme fortaleceu o controle sobre importados, aumentando a arrecadação e a qualidade dos produtos. Ele também mencionou que a possível revisão do imposto pode ser uma tentativa do governo de melhorar a aprovação do presidente Lula.

Um interlocutor do alto escalão do Congresso considera a revogação ou diminuição da taxa um retrocesso para o varejo nacional e um movimento eleitoreiro do Planalto, focado no curto prazo. A equipe econômica, por sua vez, preza pela manutenção da arrecadação, que já atingiu R$ 5 bilhões anuais, e teme impactos negativos no varejo e na indústria.

A União Geral dos Trabalhadores (UGT) defende a manutenção da taxa, argumentando que ela protege a indústria e os empregos locais, além de equilibrar o comércio com produtos chineses. Ricardo Patah, presidente da UGT, considera o valor atual baixo e pede que o debate seja guiado pelo desenvolvimento industrial e proteção do mercado de trabalho, e não por populismo.

Plataformas estrangeiras, especialmente as chinesas, pressionam pelo fim da taxação, argumentando que a redução de tributos poderia ajudar a conter a inflação. A motivação eleitoral para a discussão da "taxa das blusinhas" no governo é vista como um ponto de preocupação, que compromete a qualidade do debate.

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