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sábado, 24 de outubro de 2026

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POLÍTICA

STF cobra PGR por abuso de poder na CPI do Crime Organizado

Ministros do STF cobram da PGR investigação sobre possível abuso de poder na condução da CPI do Crime Organizado, que pediu indiciamento de magistrados e do PGR. Tensão entre Poderes se intensifica.

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STF cobra PGR por abuso de poder na CPI do Crime Organizado

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aguardam uma análise da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o comportamento da cúpula da CPI do Crime Organizado. A expectativa surge após acusações de que a condução dos trabalhos pela comissão teria configurado abuso de poder.

O relatório final da CPI, que propôs o indiciamento de ministros do STF como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral Paulo Gonet, no caso Banco Master, foi rejeitado. Ministros do Supremo avaliam que a CPI extrapolou suas atribuições ao avançar sobre decisões judiciais, o que pode configurar desvio de finalidade.

A PGR deverá examinar a conduta dos membros da comissão e verificar se houve abuso no uso de prerrogativas parlamentares. O ministro Gilmar Mendes, um dos alvos do relatório, pretende apresentar uma representação contra o relator da CPI, Alessandro Vieira (MDB-SE).

A tensão entre o Supremo e o Congresso se intensifica. A avaliação em Brasília é de que o episódio transcende uma divergência pontual, podendo gerar desdobramentos institucionais amplos. Uma ala do STF defende a necessidade de estabelecer limites claros para atuação de comissões parlamentares, especialmente quando estas interferem em decisões judiciais.

Integrantes do STF também interpretam o relatório como uma tentativa de pressionar o tribunal e obter dividendos políticos. A leitura é que o documento se insere em um contexto de questionamentos ao STF, exigindo uma resposta considerada proporcional e institucional.

Ao longo do dia, o Supremo reagiu ao pedido de indiciamento. Manifestações que começaram moderadas ganharam contornos mais duros. O ministro Flávio Dino criticou a tentativa de apontar o STF como "o maior problema nacional", expressando solidariedade aos colegas.

Gilmar Mendes classificou a iniciativa como "constrangimento institucional" e abuso de autoridade, sugerindo que o caso seja apurado. Ele vê o relatório como uma "cortina de fumaça" para gerar "dividendos eleitorais", sem enfrentar a criminalidade organizada.

Dias Toffoli, por sua vez, declarou que o episódio representa um "ataque à democracia" e alertou para possíveis consequências eleitorais a parlamentares que desrespeitarem as prerrogativas institucionais.

O presidente do STF, Edson Fachin, divulgou nota oficial repudiando a inclusão dos ministros no relatório e alertou que desvios de finalidade em CPIs podem "enfraquecer os pilares democráticos".

Fonte: O Globo

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