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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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Petrobras investe US$ 450 milhões em monitoramento sísmico

Investimento de US$ 450 milhões visa monitorar subsolo marinho com tecnologia avançada para otimizar produção e reduzir pegada de carbono.

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Petrobras investe US$ 450 milhões em monitoramento sísmico

A Petrobras e os parceiros do Consórcio de Libra investirão cerca de US$ 450 milhões (aproximadamente R$ 2,2 bilhões) no que a empresa descreve como o "mais extenso" projeto de monitoramento sísmico do mundo. A tecnologia, comparada a um ultrassom do subsolo marinho, identificará estruturas geológicas e a movimentação de fluidos como óleo, gás e água.

O sistema monitorará a produção de petróleo e gás nos FPSOs Guanabara (Mero 1) e Sepetiba (Mero 2). Os primeiros dados serão coletados no segundo trimestre de 2026. O projeto inédito em águas profundas fornecerá dados para um entendimento aprofundado do comportamento do reservatório e sua dinâmica ao longo do tempo, permitindo um melhor gerenciamento e a máxima recuperação de petróleo.

No campo de Mero, localizado na Bacia de Santos, o monitoramento será feito por uma rede de sensores e instrumentos ópticos. Mero é um dos principais campos produtores do Brasil, com produção diária que ultrapassou 680 mil barris em janeiro de 2026. A instalação de uma rede deste tipo no leito marinho é chamada de Sistema de Monitoramento de Reservatórios Permanente (PRM).

A tecnologia otimiza o gerenciamento dos campos, maximizando a produção de óleo sem aumento relevante de emissões, o que contribui para a redução da pegada de carbono. A primeira fase do projeto, com a instalação de mais de 460 km de cabos com sensores ópticos cobrindo uma área de 222 km², foi concluída em março deste ano.

A segunda fase prevê a construção de mais 316 km de cabos sismográficos, cobrindo outros 140 km² das áreas de produção dos FPSOs Duque de Caxias (Mero 3) e Alexandre de Gusmão (Mero 4), com conclusão prevista para o próximo ano. Os dados coletados serão recebidos nos computadores das plataformas e, futuramente, enviados via fibra óptica para a sede da Petrobras.

Em parceria com a UFRJ, a empresa utilizará Inteligência Artificial para capturar informações continuamente do sistema PRM na área de Mero, visando contribuir com a pesquisa científica e a segurança operacional. O campo de Mero está localizado no Bloco de Libra, operado pela Petrobras em consórcio com outras empresas.

Fonte: Agência Brasil

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