A inflação na Argentina acelerou em março, superando as expectativas de economistas. Os preços ao consumidor registraram alta de 3,4% em relação a fevereiro, acima da previsão mediana de 3% apontada por analistas da Bloomberg. Os dados são do Instituto Nacional de Estatísticas e Censo (Indec).
O ministro da Economia, Luis Caputo, já antecipava um índice acima de 3% e atribuiu o cenário à instabilidade gerada pelas eleições legislativas de outubro passado, que aumentou a demanda por dólares e pressionou a inflação.
Os maiores aumentos mensais foram observados em educação (12,1%) e transporte (4,1%). A alta nos preços de alimentos e bebidas também impactou o índice, com avanço de 6,9% na região metropolitana de Buenos Aires.
Os combustíveis registraram alta de 23% desde o fim de fevereiro, apesar de promessas de manutenção de preços. O governo chegou a suspender um aumento de imposto sobre combustíveis previsto para abril.
Desde que assumiu o cargo em dezembro de 2023, o presidente Javier Milei busca conter a inflação, que atingiu o menor nível em sete anos em maio passado, com 1,5%, após um pico de 25,5% em seu primeiro mês de mandato.
Caputo demonstrou otimismo para os próximos meses, prevendo uma desaceleração da inflação a partir de abril. Economistas consultados pelo Banco Central revisaram para cima as projeções de inflação para o final de 2026, mas esperam crescimento econômico.
Fonte: O Globo