Brasília - Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados e pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais, afirmou que o processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff em 2016, conduzido por ele, foi o divisor de águas que permitiu a ascensão da direita e a eleição de Jair Bolsonaro à presidência em 2018.
Em entrevista ao jornal O Tempo, Cunha declarou que, sem sua atuação no impeachment, Bolsonaro não teria chegado ao poder. "Se eu não tivesse feito o impeachment, não teria existido (Jair) Bolsonaro presidente da República, e nenhum desses expoentes da direita que aí estão teriam hoje alguma proeminência", disse.
Cunha afirmou não se arrepender de ter aberto o processo de impeachment contra Dilma Rousseff e que pretende usar essa experiência como um trunfo em sua campanha eleitoral. "Eu teria feito talvez mais rápido o impeachment. Eu não me arrependo de nada", declarou.
O ex-deputado relatou que ainda é reconhecido nas ruas pelas pessoas que o cumprimentam por sua atuação na queda de Dilma, e que a maioria das opiniões que recebe sobre o caso é de aprovação. "Quem tirou o PT do poder? O único fui eu. Pode falar o que quiser. Sem o meu ato, nada teria ocorrido", reforçou, citando a baixa aprovação da então presidente como um dos fatores que contribuíram para o desfecho.