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sábado, 24 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Eduardo Cunha reivindica papel decisivo no impeachment de Dilma e na ascensão da direita

Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, afirma que o impeachment de Dilma Rousseff em 2016 abriu caminho para Jair Bolsonaro e para a atual direita no poder. Ele não se arrepende de sua atuação e pretende usar o feito como trunfo em sua pré-candidatura.

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Eduardo Cunha reivindica papel decisivo no impeachment de Dilma e na ascensão da direita

Brasília - Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados e pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais, afirmou que o processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff em 2016, conduzido por ele, foi o divisor de águas que permitiu a ascensão da direita e a eleição de Jair Bolsonaro à presidência em 2018.

Em entrevista ao jornal O Tempo, Cunha declarou que, sem sua atuação no impeachment, Bolsonaro não teria chegado ao poder. "Se eu não tivesse feito o impeachment, não teria existido (Jair) Bolsonaro presidente da República, e nenhum desses expoentes da direita que aí estão teriam hoje alguma proeminência", disse.

Cunha afirmou não se arrepender de ter aberto o processo de impeachment contra Dilma Rousseff e que pretende usar essa experiência como um trunfo em sua campanha eleitoral. "Eu teria feito talvez mais rápido o impeachment. Eu não me arrependo de nada", declarou.

O ex-deputado relatou que ainda é reconhecido nas ruas pelas pessoas que o cumprimentam por sua atuação na queda de Dilma, e que a maioria das opiniões que recebe sobre o caso é de aprovação. "Quem tirou o PT do poder? O único fui eu. Pode falar o que quiser. Sem o meu ato, nada teria ocorrido", reforçou, citando a baixa aprovação da então presidente como um dos fatores que contribuíram para o desfecho.

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