Flávio Bolsonaro (PL) apresentou, no debate presidencial da TV Globo realizado em 24 de outubro, propostas para saúde, educação, infraestrutura e proteção animal que não estão detalhadas em seu plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Entre as medidas anunciadas estão a inclusão de esportes eletrônicos nos Jogos Estudantis Brasileiros (JEBs), o refinanciamento de dívidas das Santas Casas com a Caixa Econômica Federal e a ampliação das penas por maus-tratos a animais silvestres.
Na educação, o candidato afirmou que pretende ampliar o ensino integral, com atividades no contraturno voltadas à formação técnica e ao aprendizado de tecnologias como inteligência artificial e desenvolvimento de aplicativos. Ele também prometeu retomar os JEBs e incluir competições de e-sports.
O plano já prevê ensino integral, atividades formativas no contraturno e a ampliação da educação técnica no ensino médio em parceria com o setor produtivo. A proposta de aproximar empresas e escolas, chamada por Flávio de modelo dual, não usa essa expressão no documento, mas contempla a integração da formação técnica às necessidades do mercado de trabalho.
Na saúde, Flávio anunciou investimentos nas obras de ampliação do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em equipamentos para conservar rins antes de transplantes e no refinanciamento das dívidas das Santas Casas. Essas três medidas não são detalhadas no plano de governo.
O candidato também defendeu a correção dos valores pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por consultas, exames, internações e cirurgias. A promessa já aparece no plano, que prevê uma correção efetiva da tabela para aproximar a remuneração do custo real dos atendimentos.
Na infraestrutura, Flávio ampliou a proposta do Trem do Nordeste. O plano prevê uma malha ferroviária de passageiros ligando capitais da região, mas não especifica quais; durante o debate, ele passou a defender a conexão entre as nove capitais nordestinas, depois de mencionar anteriormente uma ligação entre sete.
O candidato afirmou ainda que pretende ampliar as penas por maus-tratos para incluir animais silvestres e outras situações além dos casos envolvendo cães e gatos. Ele não informou quais dispositivos legais pretende alterar nem quais penas seriam modificadas.
Fonte: O Globo