O dólar comercial fechou o pregão desta terça-feira cotado a R$ 4,97, em queda e abaixo da marca de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos. A desvalorização da moeda americana está ligada à alta recente do petróleo no mercado internacional. Como o Brasil é um exportador de commodities, o aumento nos preços desses produtos, como o petróleo, eleva a receita de exportação, atraindo mais dólares para o país. Isso fortalece o real frente ao dólar.
Esse cenário inicial sugere um efeito desinflacionário, com a entrada de dólares tornando a moeda brasileira mais forte. No entanto, analistas alertam para um risco futuro. Se os preços do petróleo se mantiverem elevados, impulsionados por eventos geopolíticos como a guerra no Oriente Médio, o impacto inicial pode se reverter.
A persistência de um petróleo caro pode gerar pressões inflacionárias tanto no Brasil quanto globalmente, segundo Lívio Ribeiro, pesquisador associado do FGV Ibre. A expectativa é que a alta do petróleo, embora beneficie as contas externas no curto prazo, possa se tornar um vetor de inflação no médio e longo prazo.